Por Redação Comunitude – Juiz de Fora
“Disseram que o problema era o esgoto ligado a uma área afetada, mas o esgoto da minha casa é independente e não tem ligação com o local onde ocorreu o acidente. Mesmo assim, cortaram a água de vários vizinhos aqui.”
Apesar disso, moradores contestam a forma como as ações vêm sendo conduzidas. Segundo denúncias encaminhadas à Comunitude, o corte de água estaria ocorrendo sem a apresentação de documentos formais por parte da Defesa Civil ou da Companhia de Saneamento Municipal (Cesama). Há também relatos de que residências localizadas em áreas não interditadas teriam sido afetadas pela suspensão do serviço.
Um morador do bairro Esplanada relatou à reportagem a dificuldade enfrentada após o corte do abastecimento:
“Uma equipe da Cesama, junto com guardas municipais, foram até a minha casa e cortaram a água, alegando área de risco. Só que a minha casa não está na área interditada. Fui até a Cesama, depois à Defesa Civil, que nem atende pessoalmente, e agora estou no Procon tentando entender o que pode ser feito. Nem o boletim de ocorrência resolveram, mandaram procurar a Cesama de novo.”
Diante das denúncias, a Comunitude questionou a Prefeitura sobre a existência de notificações oficiais aos proprietários, a participação da Cesama nas ações e se o Ministério Público (MP) acompanha o caso. Até o momento, não houve retorno aos novos questionamentos. Fizemos também contato com o MP sobre a situação e aguardamos respostas.
Outro ponto que preocupa os moradores diz respeito às condições das moradias oferecidas pelo poder público. Imagens recebidas pela reportagem mostram uma casa disponibilizada para acolhimento com problemas estruturais, como janelas danificadas, presença de cupins e falhas na segurança. Segundo uma moradora, o local não oferece condições adequadas para habitação.
A situação evidencia os reflexos de uma tragédia que ultrapassa a interdição da área de risco e levanta discussões sobre o direito à moradia digna, à informação e à transparência nas ações do poder público.
Enquanto aguardam respostas, moradores seguem relatando insegurança e cobrando providências das autoridades responsáveis.