Produção destaca relatos de moradores e amplia o olhar sobre a tragédia em Juiz de Fora a partir da vivência de quem ficou.
Documentário será lançado na próxima terça-feira, 31 de março de 2026
Foram 69 vítimas na tragédia na zona da mata , sendo 22 no Parque Burnier.
No silêncio que permanece após a tragédia, surgem histórias que raramente ganham espaço nas notícias da cidade. É a partir dessas vozes que nasce o documentário da Comunitude sobre Juiz de Fora, um trabalho que busca compreender o impacto real na vida das pessoas.
O olhar do cidadão diante da Tragédia no Parque Burnier
Gravado no Parque Burnier, o documentário propõe uma escuta sensível e plural. Diferente de abordagens comuns nas notícias de Juiz de Fora, o foco está no cidadão comum — aquele que viveu o caos sem aviso, sem estrutura e sem tempo para se organizar.
As entrevistas revelam uma percepção recorrente: faltou prevenção efetiva, faltou presença e faltou inteligência humana próxima das pessoas, indo além do monitoramento por tecnologias.
Moradora se machucou após escorregar e cair na lama – Imagem reprodução
Histórias que os números não mostram
Mais do que dados, o documentário apresenta histórias. Relatos diretos que mostram como a vida foi atravessada de forma irreversível. São vozes que ajudam a reconstruir a dimensão da tragédia em Juiz de Fora a partir de quem ficou.
O foco não é a disputa política, mas a vivência real de quem perdeu, sobreviveu e tenta seguir.
O presente e o que ainda falta
O documentário também aponta para o agora: como essas pessoas estão vivendo, o que mudou e o que ainda não foi feito. A partir das falas dos moradores, surgem questões que continuam presentes nas notícias da cidade,como prevenção, políticas públicas e atenção às periferias.
Compromisso da Comunitude
Mais do que contar uma história sobre Juiz de Fora, a Comunitude reafirma seu compromisso com um jornalismo que escuta, registra e devolve às pessoas o direito de serem vistas e ouvidas.