Juiz de Fora: Jovem que morreu após fuga é enterrado

Tragédia e comoção: motociclistas prestam homenagens e cobram esclarecimentos sobre abordagem policial.

O sepultamento de Luiz Fernando Alves da Silva, conhecido como “Nando”, foi realizado nesta quarta-feira em Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira, e reuniu centenas de pessoas no cemitério municipal.

Familiares, amigos e moradores participaram da despedida em um clima de forte emoção, tristeza e dor. O jovem, de 20 anos, havia se tornado pai recentemente, o que aumentou ainda mais a comoção.Durante o velório, motociclistas realizaram homenagens com cortejos e manifestações. O momento também foi marcado por revolta. Muitos afirmam que situações envolvendo perseguições e abordagens a motociclistas têm sido frequentes.Nas redes sociais, comentários questionam a postura de agentes em ocorrências semelhantes e cobram mais transparência nas ações policiais.

Versão da Polícia Militar

A reportagem conversou com um policial militar que esteve na ocorrência, conhecido nas redes sociais como “Cara de Cavalo”, que atua em abordagens a motociclistas.

Segundo o agente, a perícia foi acionada e todas as circunstâncias do caso estão sendo apuradas. Ele negou as acusações de que o jovem teria sido derrubado propositalmente durante a perseguição.

De acordo com o policial, outro agente estava à frente da ação, que era acompanhada por diferentes equipes. Ele reforçou que a atuação seguiu os protocolos legais da corporação.

Ainda segundo o relato, a motocicleta de Luiz Fernando estava regular. Caso ele tivesse obedecido à ordem de parada, a situação seria tratada como uma abordagem comum, com a possibilidade de um condutor habilitado ser acionado para retirar o veículo, já que o jovem não possuía habilitação.

O policial também destacou a importância de respeitar as ordens da Polícia Militar para evitar situações de risco durante fugas.

Família vai acionar autoridades

Após o velório, a família de Luiz Fernando informou que irá registrar um boletim de ocorrência sobre o caso. Os familiares também pretendem acionar o Ministério Público para solicitar uma investigação sobre a atuação policial durante a perseguição. O objetivo é esclarecer as circunstâncias da morte e garantir que eventuais responsabilidades sejam apuradas.

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